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Portaria presencial, remota ou por app: planilha para comparar

Como comparar os três modelos sem depender de número de terceiros: uma lista de itens de custo e de perguntas para o síndico preencher com os valores do próprio condomínio.

Ilustração simples com três colunas, uma para cada modelo de portaria: presencial, remota e por aplicativo.

Toda assembleia que discute portaria acaba na mesma frase: "qual é mais barato?". A resposta honesta é que depende do seu condomínio, e qualquer número solto que você encontre por aí foi calculado para o condomínio de outra pessoa. Por isso, em vez de dar um percentual, este artigo entrega o caminho: uma lista de itens de custo e de perguntas que você preenche com os valores reais do seu prédio. Com ela em mãos, a comparação sai da opinião e vai para o papel.

Os três modelos, em uma linha cada

  • Portaria presencial: uma pessoa fica fisicamente na guarita, em turnos, e atende quem chega.
  • Portaria remota: um operador atende à distância, por interfone IP, câmeras e painel, e abre o acesso quando for o caso. Muitos chamam de portaria virtual.
  • Controle de acesso por app: o morador e os convidados entram por credenciais (aplicativo, QR, facial, cartão ou tag) e o sistema registra cada acesso. Pode existir com ou sem alguém atendendo à distância.

Os modelos não são excludentes. Há condomínios que mantêm um porteiro de dia e usam atendimento remoto à noite, por exemplo. Compare combinações também.

Parte 1: itens de custo para preencher

Anote, para cada modelo, o valor mensal e o valor único. Se não souber, escreva "pedir orçamento", e não um chute.

Presencial

  • Salários e encargos de cada posto, nos horários que o condomínio precisa cobrir
  • Cobertura de folga, férias e faltas
  • Uniforme, benefícios e treinamento
  • Se a portaria é terceirizada: valor do contrato e o que ele inclui
  • Custo de passivo trabalhista, conforme orientação do seu contador ou advogado

Remota

  • Mensalidade da empresa que opera à distância
  • Equipamentos de interfone, câmeras e controle de acesso: compra, instalação e manutenção
  • Internet e energia reserva para os equipamentos
  • Obras civis (cabeamento, portas, fechaduras)

Por app

  • Mensalidade do software
  • Leitores, controladoras, fechaduras e instalação
  • Implantação assistida, se você quiser ajuda para ligar os aparelhos
  • Quem atende uma chamada fora do horário comercial, e quanto isso custa

Em todos

  • Reajuste previsto em contrato e a forma de calcular
  • Multa ou prazo de saída
  • Custo de cadastrar moradores e credenciais no começo

Parte 2: perguntas que não aparecem na conta

Nem tudo vira valor em reais. Responda com "sim", "não" ou "não sei" e leve as dúvidas para a conversa com os fornecedores.

  1. Quem atende o visitante às três da manhã, e o que essa pessoa pode decidir sozinha?
  2. O que acontece se a internet cair? Há um plano para a entrada continuar funcionando?
  3. Quem recebe encomendas e para onde elas vão?
  4. Como são tratadas entregas, prestadores e visitantes sem cadastro?
  5. Todo acesso fica registrado? Quem consegue consultar esse registro?
  6. Os moradores precisam usar aplicativo? E quem não usa, como entra?
  7. Há dado biométrico? Se sim, o condomínio já pensou na parte de LGPD? (Veja o artigo LGPD e biometria no condomínio.)
  8. Se um equipamento quebrar, quem conserta e em quanto tempo?
  9. O condomínio fica preso a um único fornecedor? Como seria trocar depois?

Parte 3: como somar sem se enganar

  • Some doze meses de cada modelo, incluindo o valor único dividido pelo período que você espera usar o equipamento.
  • Use o mesmo horizonte para todos. Comparar um custo mensal com um custo de obra sem anualizar engana.
  • Peça a mesma lista de itens a todos os fornecedores. Orçamento que cada um monta do seu jeito não se compara.
  • Pergunte o que não está incluído. Equipamentos, instalação e obra costumam ficar de fora da mensalidade.
  • Leve o resultado para o conselho com as dúvidas ainda abertas marcadas. Um número com "pedir orçamento" ao lado é mais útil do que um número bonito sem origem.

O que o Ciber Porteiro entra nessa conta

O Ciber Porteiro é software: ele não substitui a empresa de portaria ou de segurança nem a vigilância. Ele serve para a portaria, remota ou não, trabalhar com interfone IP, app do morador, controle de acesso e painel de operação. Os aparelhos, como controladoras, câmeras e interfones, são comprados à parte, e a implantação assistida é opcional. O preço público está na página de preços, com o que inclui e o que não inclui.

Dois avisos de honestidade. O produto foi testado em bancada com equipamentos Intelbras, Control iD e Hikvision, mas a instalação em cada condomínio passa por validação no local. E há recursos que ainda não foram testados em bancada; a página do produto lista quais.

Resumo

Não existe modelo "sempre mais barato". Existe a conta do seu condomínio, feita com a mesma lista para todos os fornecedores, com doze meses de horizonte e com as perguntas da parte 2 respondidas. Imprima esta página, preencha e leve à assembleia. Se quiser ajuda para montar a comparação com o Ciber Porteiro, fale com a gente ou veja os preços.

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