Senha de coação é uma senha, ou uma palavra, que a pessoa usa quando está sendo forçada a fazer algo. Para quem está por perto, tudo parece normal. Para o sistema, ou para quem atende, ela é um sinal de que a pessoa está sob ameaça.
No Ciber Porteiro existem dois recursos com esse espírito, e eles funcionam de jeitos diferentes: a palavra de coação, que o morador cadastra no app e que o operador confere por telefone, e a credencial de pânico, que abre a porta normalmente e deixa um registro de pânico. Nenhum dos dois detecta coação sozinho; eles dão à portaria um sinal para agir.
Recurso 1: a palavra de coação
É uma palavra só do morador. Um formato comum é "objeto + cor", como "caneta azul", fácil de lembrar e que não chama atenção numa conversa.
Como o morador cadastra. No app, em Perfil › Meus dados, existe o campo Palavra de pânico. O texto digitado fica escondido na tela. O app explica que a palavra fica guardada para uso em situações de risco.
Como a portaria usa. Quando entra um alerta de pânico, o operador pode abrir Portaria › Alertas e clicar em Palavra de coação. Ele liga para o morador e pede a palavra combinada. A janela mostra o que está cadastrado para quem disparou o alerta, ou para os moradores da unidade. A orientação na própria tela é: se o morador errar ou hesitar, trate como coação.
Algumas regras do sistema:
- A palavra só aparece com um alerta aberto. Fora disso, ela não sai.
- Cada consulta fica registrada, com o usuário que consultou e o alerta.
- A janela se fecha sozinha em 30 segundos e a palavra não fica guardada no navegador.
- A palavra não aparece em listas, relatórios nem em registros.
O limite importante. O sistema não escuta a conversa nem sabe se o morador disse a palavra certa. Quem confere é a pessoa da portaria. Se ninguém ligar para o morador, a palavra não serve de nada.
Recurso 2: a credencial de pânico
Aqui a ideia é outra. Uma credencial (por exemplo, uma senha do teclado do leitor) é marcada como pânico (coação). Quando alguém a usa:
- a porta abre normalmente, para quem está coagindo o morador não perceber;
- o sistema grava um registro de pânico no quadro de eventos de acesso.
Como configurar. Na ficha da pessoa, ao cadastrar ou editar a credencial, no passo Configurações, marque a opção Credencial de pânico (coação). Na ficha, a credencial passa a mostrar o selo Pânico. Use uma senha diferente da senha de uso diário, e só a pessoa deve saber qual é qual.
O que ainda precisa de atenção:
- O registro nasce quando o leitor consulta o sistema antes de liberar (a verificação remota). Confirme com o instalador se o seu leitor trabalha assim, porque isso depende do aparelho e da configuração.
- O comportamento foi exercitado em testes automáticos com leitor simulado. Não foi testado em aparelho real na bancada.
- O registro aparece no quadro de eventos; alguém na portaria precisa estar olhando para ele.
Qual recurso para qual situação
- O morador está ameaçado em casa e consegue usar o celular. Recurso: o botão de pânico do app. O alerta chega à portaria; o operador liga e pede a palavra de coação.
- O morador é forçado a abrir a porta ou o portão num leitor. Recurso: a credencial de pânico. A porta abre e o sistema registra o pânico no quadro de eventos.
- O morador atende a ligação da portaria sem poder falar livremente. Recurso: a palavra de coação. O operador pede a palavra combinada e trata um erro ou uma hesitação como sinal de coação.
Nenhuma dessas respostas dispensa o plano do condomínio: quem a portaria avisa depois, e em que ordem, precisa estar escrito. Veja a cascata de acionamento.
Como escolher e combinar a senha
- Curta e natural. Uma palavra que o morador diria sem pensar, mas que ele nunca diria numa conversa comum.
- Diferente das outras senhas. Não use a data de nascimento nem a senha do celular.
- Treinada. Explique o combinado a cada morador e faça uma simulação por telefone com a portaria.
- Trocada quando necessário. Se a palavra for dita em voz alta onde outros ouvem, troque-a.
E a LGPD?
A palavra de coação é um dado pessoal que o morador entrega ao condomínio para um fim específico. A Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018) pede que o uso tenha finalidade clara (art. 6º, I) e que haja medidas de segurança (art. 46). Na prática: diga ao morador para que serve, quem pode ver e em que situação, e peça que o condomínio defina com o advogado como isso fica no regimento ou no termo de uso do app. Consulte o advogado do condomínio.
O campo no app é opcional: o morador pode deixá-lo em branco.
Perguntas frequentes
A porta abre mesmo quando a senha de coação é usada?
Sim, é o desenho da credencial de pânico: abrir normalmente e registrar o pânico. O objetivo é que quem coage não perceba. Por isso, ela só deve ser usada quando a pessoa realmente está em risco.
A palavra de coação dispara o alerta sozinha?
Não. Hoje a palavra é conferida pelo operador durante um alerta aberto. Para abrir o alerta, o morador usa o botão de pânico do app.
Funciona no iPhone?
O app do morador existe só para Android, em versão de teste. A credencial de pânico é cadastrada no painel e não depende do app.
Próximo passo
O botão de pânico, a palavra de coação e a credencial de pânico funcionam melhor juntos, com uma portaria treinada. Para ver como isso aparece no painel, fale com a gente e peça uma demonstração do Ciber Porteiro. Se você é uma empresa de segurança que atende vários condomínios, conheça o Ciber Seg.
Conteúdo informativo; não substitui orientação jurídica.